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sobre

O Pérfida Iguana se configura como um polo de criação e pesquisa em dança - sediado na cidade de São Paulo, SP, Brasil - criado e gerido pela bailarina e coreógrafa Carolina Callegaro, pelo artista visual e performer Renan Marcondes e pela atriz e produtora Tetembua Dandara. Tem como principal objetivo pesquisar intersecções entre dança contemporânea e artes visuais, o que também poderia ser definido como: as muitas imagináveis e tensas relações entre corpo e imagem a partir do cruzamento entre a dança – ferramentas técnicas e composicionais da improvisação e da coreografia –, os procedimentos performativos e as estruturas expositivas e instalativas autônomas.

 

Desde que iniciamos os trabalhos em 2014, optamos por nomear o Pérfida Iguana não como um grupo ou uma companhia, mas sim como um polo de criação e produção em dança contemporânea. Isto se deve ao interesse por um modo de criação e produção que se mantenha horizontalizado em todas as suas etapas, interesse este que nos conduziu à escolha por trabalhar sem uma figura central de direção e, consequentemente, compartilhar com a produção e os artistas colaboradores – sempre convidados para agregar seus olhares a cada processo criativo – o encaminhamento conjunto dos rumos de cada trabalho. Assim, estabelecemos laços sólidos e constantes com diversos artistas cujas pesquisas pessoais se mesclam, cada vez mais, com os interesses de pesquisa do polo. Da mesma forma, a pesquisa do núcleo parece também afetá-los, uma vez que o Pérfida Iguana também passou a colaborar nos projetos pessoais desses artistas nos últimos anos.

 

Atualmente, o polo está engajado na pesquisa intitulada Reconhecer e Perseguir, apoiada pelo ProAc (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo) de produção em dança, cujos resultados estão sendo lançados nesta página.

histórico

Os primeiros ensaios, no começo de 2014, tinham como foco de pesquisa as possibilidades de procedimentos técnicos do Contato Improvisação serem aplicados à estruturas instalativas. Neste ano, com apoio do ProAc (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo) primeiras obras de dança, estreamos duas obras, diretamente influenciadas pela pesquisa em curso: um solo de Renan Marcondes com pensamento corporal de Carolina Callegaro Como um jabuti matou uma onça e fez uma gaita de um de seus ossos e um dueto dos artistas Um instante anterior à extrema violência, ambos trabalhos marcados pelo trânsito de linguagens, ocupando um lugar híbrido entre uma exposição permanente e uma peça de dança.

 

Em 2016, além de dar continuidade à pesquisa em sala de ensaio, o coletivo publicou Assédio, assinado por Renan Marcondes, em parceria com a editora Lamparina Luminosa, que condensa anotações e registros de processo das duas primeiras peças. Ao final desse ano, sem nenhum tipo de apoio financeiro, estrearam a peça materiaIVONE, uma leitura de cartas coreografada.

 

Durante o ano de 2017, o Pérfida Iguana trabalhou em parceria com a artista Clarissa Sacchelli na criação da performance Boas Garotas, realizada com o apoio da instituição videobrasil para a primeira edição do seu projeto Temporada de Dança.

 

Em 2018, o Pérfida Iguana trabalhou na direção da peça SEM LUZ, a convite do ator Artur Kon; colaborou para a criação de O peixe, de Érica Tessarolo; e estreou Zulmira Elizabeth, trabalho dirigido por Renan Marcondes, com apoio do prêmio de criação de dança em residência no MIS.

 

Em 2019, aprovou no edital de novas produções em dança do ProAc o projeto Reconhecer e Perseguir, cuja pesquisa está em andamento. No mesmo ano, Renan Marcondes começou a produzir, dentro do polo, Azul-jardim, espetáculo contemplado pelo Festival Cultural Inglesa, com previsão de estreia para 2021.